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Existe concordância entre constipacão referida e constatada por critérios objetivos?

Artigo publicado no J. Coloproctol. (Rio J.) vol.36 no.3 Rio de Janeiro Jul./Set. 2016

Isaac José Felippe Corrêa Neto, Ana Luiza Chaves Maneira, Noelle Breda Teixeira, Beatriz Doine Vettorato, Mariana Campello de Oliveira,Tatielle Alves Trivelato Menezes, Laercio Robles



RESUMO

Introdução:

A constipação intestinal crônica representa a queixa digestiva mais comum no consultório com elevada prevalência na população. No entanto, frequentemente, os pacientes e mesmo os médicos, não tão afeitos com os distúrbios do assoalho pélvico, definem e consideram constipação baseados na funcionalidade intestinal e consistência das fezes. Entretanto, os sintomas de defecação incompleta, manobras digitais, desconforto abdominal e esforço evacuatório não devem ser negligenciados.

Objetivos:
Verificar a correlação entre constipação intestinal referida e constatada através de critérios objetivos em pacientes internados em regime de enfermaria dia no Hospital Santa Marcelina, São Paulo.

Metodologia:
Estudo prospectivo de amostra aleatória de pacientes internados em enfermaria dia do Hospital Santa Marcelina para realização de cirurgias de pequeno porte e não relacionadas a distúrbios funcionais de trato gastrintestinal no período entre setembro de 2014 e junho de 2015, cujo único critério de exclusão foi o não consentimento em participar da entrevista realizada pelos alunos do curso de medicina da Faculdade Santa Marcelina.

Resultados:
Foram analisados de forma aleatória 102 pacientes no período sendo 51% do sexo feminino e média de idade global de 48,6 anos (19-82 anos). A constipação foi referida de forma espontânea em 17,6% e negada em 82,4%. Ao se utilizar o critério da Cleveland Clinic para constatar constipação houve uma concordância com o sintoma referido fora de 88,9%, com mesmo valor ao se utilizar os critérios de Roma III (Kappa = 0,665). Além disso, verificou-se maior incidência de constipação intestinal nos pacientes do sexo feminino (p = 0,002).

Conclusão:
Verificou-se maior incidência de constipação no sexo feminino sem diferença estatística baseado na idade. Além disso, constatou-se concordância substancial entre a constipação referida e a documentada através de critérios objetivos.

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