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Colite isquêmica: fatores de risco, diagnóstico e prognóstico em doentes submetidos a cirurgia

Artigo publicado no J. Coloproctol. (Rio J.) vol.35 no.4 Rio de Janeiro Oct./Dec. 2015

Sara Francisca Ferreira Fernandes, Laura Elisabete Ribeiro Barbosa


RESUMO

Objetivos:
Identificar fatores de risco, diagnóstico e prognóstico associados à colite isquêmica, incidindo mais em doentes submetidos à cirurgia.

Materiais e métodos:
O estudo retrospectivo incluiu todos os doentes admitidos no Centro Hospitalar de São João–E. P. E. com diagnóstico de colite isquêmica durante o período de 2012 a 2013.

Resultados:
O estudo incluiu 154 doentes; desses, 118 foram submetidos a tratamento médico, com uma taxa de mortalidade de 12%, e 36 foram submetidos a tratamento cirúrgico, com uma taxa de mortalidade associada de 61%. Hipertensão arterial foi o fator de risco mais comum em ambos os grupos. Foi registrada a presença de grande número de fatores de risco cardiovasculares em ambos os grupos, como hipertensão arterial e dislipidemia, mas ainda não foi encontrada nenhuma relação direta com o desenvolvimento de colite isquêmica. Comorbilidades que afetam o fluxo sanguíneo, como a presença de trombos ou aneurismas, fazem prever um pior prognóstico e, por isso, exigem maior agressividade no tratamento.

Conclusão:
O diagnóstico de colite isquêmica nem sempre é imediato, devido a uma apresentação pouco específica. O tratamento cirúrgico deverá ser reservado para casos mais severos, tendo pior prognóstico associado.

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